domingo , agosto 19 2018

Cafés especiais ganham mais consumidores

O consumo de café no Brasil tem passado por um processo de transição importante para toda a cadeia cafeeira

Os consumidores estão cada dia mais exigentes em relação à qualidade e ao modo de consumo, como por exemplo, as cápsulas. Um mercado que vem pagando preços mais elevados por bebidas diferenciadas.

Com a demanda em crescimento, as mudanças vêm acontecendo em todo o ciclo produtivo, desde a produção de cafés especiais no campo até as indústrias, que desenvolvem blends e investem nas certificações. O movimento é considerado importante para o setor, por agregar valor.

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, os últimos anos têm sido marcados pelo aumento da oferta de café de melhor qualidade, tanto vindo do campo quanto da indústria para o consumidor.

“A oferta de cafés expressos, de café gourmet, de cafés especiais e de origem têm crescido e impulsionado o consumo da bebida, a ponto de estarmos em plena crise econômica e o consumo não diminuir. Nossa expectativa é encerrar o ano com o consumo cerca de 3% maior. É um nível bastante bom para um momento normal, quanto mais em um ambiente de crise. Vamos chegar a um consumo interno de 21 milhões de sacas de café, o que é muito bom”, explicou Herszkowicz.

O representante da Abic destaca que, além dos esforços para ganho de qualidade no campo, a indústria tem oferecido opções de cafés de alta qualidade, com certificações, origens e sustentáveis, o que tem, ao que tudo indica, agradado aos consumidores que hoje são mais informados e mais exigentes, por conhecerem o café e aceitarem pagar mais por uma bebida melhor.

“Somamos as cápsulas a este movimento, que são um fenômeno fantástico. Elas estão mudando o mercado de café, quebrando um paradigma importante que é oferta diversificada de produtos de todos os tipos por um preço que o mercado tem assimilado. Dentro dos lares, o consumo das cápsulas é crescente. A previsão é aumentar o consumo em 15,3% ao ano até 2019, mas acredito que a alta será ainda maior”.

Ainda segundo Herszkowicz, as cápsulas estão criando modelos novos de negócios. Hoje os empresários podem montar um negócio com a venda do produto pela internet sem nunca ter entrado em uma torrefação, diversificando o número de agentes que trabalham com o mercado do café. Esta agitação, segundo ele, acaba se traduzindo em produtos com mais qualidade e preços melhores.

“É uma mudança que acontece desde o campo. As cápsulas exigem um café de melhor qualidade e os cafeicultores estão sentindo maior facilidade em vender os grãos de melhor qualidade a preços remuneradores, o que não ocorria em anos anteriores”.

Outro movimento importante, segundo Herszkowicz, é o maior contato entre os cafeicultores e os industriais, que compram uma parcela da produção de alta qualidade e comercializam os cafés identificando a origem.

“Nós tivemos um exemplo disso: a Cacique Alimentos lançou, em São Paulo, cápsulas identificadas, mostrando o nome do produtor e a origem do café. Este café especial foi comprado pelo resultado de um concurso ganho pelo produtor. Então, começam a aparecer alternativas de negócios e parcerias, que no mercado normal não havia. Por isso, digo que o mercado está em transição, indo em direção à melhor qualidade, de novo canais de distribuição, de novas formas de cooperação e parcerias e de maior valor agregado em toda a cadeia produtiva”.

Fonte: Portal do Agronegócios

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