segunda-feira , junho 18 2018

Soja tem nova sessão de estabilidade na CBOT nesta 6ª com disputa entre oferta e demanda

Os futuros da commodity subiam, por volta das 7h20 (horário de Brasília), entre 1,25 e 1,75 ponto

Na manhã desta sexta-feira (7), os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago voltam a atuar com estabilidade e oscilações tímidas, porém, do lado positivo da tabela. Os futuros da commodity subiam, por volta das 7h20 (horário de Brasília), entre 1,25 e 1,75 ponto. Dessa forma, segundo a agência internacional de notícias Reuters, a oleaginosa caminha para sua primeira alta semanal em um mês.

A demanda forte, ainda como explicam analistas internacionais, tem sido o ponto de contraposição à nova safra dos Estados Unidos, que é recorde e tem a colheita caminhando com bom ritmo nos últimos dias. Algumas regiões, apenas pontuais, ainda sofrem, porém, com adversidades climáticas e o excesso de chuvas.

“A colheita da soja está avançando, mas os estoques estão apertados onde o progresso está mais lento”, diz o corretor Kaname Gokon, da japonesa Okato Shoji, em entrevista à Reuters. “A demanda está forte, mas podemos ver vendas ainda maiores quando a China volta do feriado na próxima semana, e com margens de esmagamento bastante positivas”, completa.

No mês passado, algumas praças chinesas, ainda segundo dados da agência, registraram suas mais altas margens desde o início de julho.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Mercado da soja no BR encontra espaço para novas altas, mas não generalizadas nesta 5ª feira

A soja fechou com leves ganhos na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (6), após operar o dia todo em campo negativo, e o dólar também conseguiu encerrar o dia com ligeira alta frente ao real – de 0,10% para R$ 3,2225 – e, apesar de tímidos, os avanços permitiram que as referências no mercado brasileiro apresentassem alguma melhora em praças de comercialização do interior e no porto de Rio Grande.

Em praças de Mato Grosso, as altas chegaram 2,82%, como em Sorriso, onde o preço foi a R$ 73,00 por saca, ou nas de São Paulo, como Avaré, em que a referência fechou o dia com R$ 73,27 e ganho de 4,17%. No terminal Rio Grande, alta de 0,66% no disponível e de 0,65% no mercado futuro para cotações respectivas de R$ 76,00 e R$ 78,00 por saca.

O movimento, porém, não foi generalizado e alguns locais ainda exibiram novas baixas, bem como o porto de Paranaguá, onde as cotações cederam mais de 1% para encerrarem a quinta-feira com R$ 77,00 no disponível e R$ 76,00 no mercado futuro. No Oeste da Bahiaa, em Jataí/GO e nas praças do Paraná e Rio Grande do Sul, os preços também cederam.

O momento ainda é de poucos e regionalizados negócios no mercado brasileiro. Os preços seguem distantes dos almejados pelos produtores para que eles possam efetivar novas vendas. Para a pouca soja disponível, algumas regiões indicaram, nos últimos dias, referências melhores – dada uma demanda interna mais ativa – e o ritmo de negócios foi, também, ligeiramente mais forte. As fixações da temporada 2016/17, por outro lado, permanecem travadas, segundo relatam analistas e consultores de mercado.

O estado de Goiás é um exemplo deste padrão. “Vimos um movimento de vendas antecipadas maior nos últimos meses, onde ainda tínhamos preços maiores, mas agora o mercado está mais parado. E isso é reflexo desse momento, com o produtor mais dedicado à implantação das lavouras, e a comercialização fica um pouco mais de lado. Porém, acreditamos que cerca de 25% da safra de soja já foi comercializada antecipada, o que está dentro da média dos últimos anos”, diz o assessor técnico da Faeg, Cristiano Palavro.

Bolsa de Chicago

Em Chicago, os principais contratos negociados agora fecharam o dia com pequenas altas de 0,25 a 1,75 ponto na sessão desta quinta-feira. O mercado registrou um dia de comportamento bastante técnico, com os fundos se posicionando e buscando um equilíbrio entre os fundamentos que agora guiam as cotações.

Enquanto a demanda se desenvolve bem nesta semana nos EUA e traz relatos de produtividade recorde, o peso da demanda é grande sobre os negócios e se intensificou nesta quinta com a chegada do novo reporte semanal de vendas para exportação trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com números bastante fortes e acima das expectativas do mercado, como explica o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Os EUA venderam 2.179,600 milhões de toneladas de soja em grão na semana encerrada em 29 de setembro, enquanto os traders apostavam em algo entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas. A quantidade toda refere-se ao presente ano comercial. Mais uma vez, a China foi o principal destino, respondendo por 1,487 milhão de toneladas do total. Dessa forma, o volume acumulado na temporada comercial 2016/17 já supera, para este período, em 30% o acumulado da temporada anterior.

Os números para os derivados da soja, na semana encerrada no último dia 29, também foram positivos. Os números farelo vieram acima do esperado e os do óleo, dentro das projeções.

Fonte: Portal do Agronegócios

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