quarta-feira , agosto 15 2018

Café: Bolsa de Nova York estende ganhos da véspera e vencimentos distantes operam acima de US$ 1,60/lb

Pelo horário de Brasília, às 09h50, o vencimento dezembro/16 estava cotado a 154,00 cents/lb com alta de 130 pontos, o março/17 registrava 157,20 cents/lb com avanço de 105 pontos

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de sexta-feira (14) e estendem os ganhos registrados na véspera. O mercado segue atento ao clima nas principais origens produtoras do Brasil, realiza ajustes técnicos e tem suporte do câmbio. Com essa nova alta, os vencimentos mais distantes já estão testando o patamar de US$ 1,60 por libra-peso.

As chuvas acontecem de forma isolada sobre o cinturão produtivo do Brasil nos últimos dias. Segundo mapas climáticos, um sistema de baixa pressão atmosférica ainda deve causar precipitações nos próximos dias sobre o Paraná, Oeste de São Paulo, Baixa Mogiana e parte do Sul de Minas Gerais até amanhã. No entanto, no sábado, o clima quente e seco volta a predominar sobre as origens produtoras, o que poderia trazer prejuízos para a safra 2017/18.

Pelo horário de Brasília, às 09h50, o vencimento dezembro/16 estava cotado a 154,00 cents/lb com alta de 130 pontos, o março/17 registrava 157,20 cents/lb com avanço de 105 pontos. Já o contrato maio/17 estava sendo negociado a 159,15 cents/lb com 90 pontos positivos e o julho/17, mais distante, subia 95 pontos, cotado a 161,10 cents/lb.

Veja como fechou o mercado na quinta-feira:

Café: Bolsa de Nova York volta a subir nesta 5ª feira e fica mais próxima do patamar de US$ 1,60/lb

Após subirem mais de 100 pontos durante o dia, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acabaram fechando a sessão desta quinta-feira (13) com alta de pouco mais de 50 pontos nos principais vencimentos. O mercado estendeu os ganhos da véspera, está mais próximo do patamar de US$ 1,60 por libra-peso, e continua repercutindo as dúvidas em relação à safra 2017/18 do Brasil, o câmbio e também realizou recompras ante a queda do início da semana.

Os lotes de arábica com vencimento para dezembro/16 encerraram o dia cotados a 152,70 cents/lb, o março/17 teve 156,15 cents/lb e o maio/17 registrou na sessão 158,25 cents/lb, ambos os vencimentos tiveram alta de 60 pontos. Já o contrato julho/17, mais distante, subiu 65 pontos, com negociação a 160,15 cents/lb.

De acordo com o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado, os contratos futuros do arábica na ICE subiram nesta quinta-feira acompanhando aquisições especulativas. Na véspera, o mercado também avançou acompanhando este fator, mas os operadores ainda estão atentos às condições climáticas no cinturão produtivo do Brasil, que é o maior produtor e exportador da commodity no mundo.

“Os futuros estão mais altos principalmente por compras especulativas depois de uma baixa temporária e ideias de oferta curta”, afirmou em relatório o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, em referência ao fechamento da véspera. “Relatórios de chuvas na semana passada em Minas Gerais e Espirito Santo deram esperança para boa floração este ano, mas as previsões são de condições mais secas neste fim de semana”, salienta.

Scoville também apontou que a demanda por café está aquecida no mundo. No Brasil, torrefadoras estão à procura de grãos de baixa qualidade do arábica para substituir o robusta – que enfrentou quebra na produção em decorrência do clima.

As chuvas acontecem de forma isolada sobre o cinturão produtivo do Brasil nos últimos dias. Segundo mapas climáticos, um sistema de baixa pressão atmosférica ainda deve causar precipitações nos próximos dias sobre o Paraná, Oeste de São Paulo, Baixa Mogiana e parte do Sul de Minas Gerais até amanhã. No entanto, no sábado, o clima quente e seco volta a predominar sobre as origens produtoras, o que poderia trazer prejuízos para a safra 2017/18.

Diante do clima mais instável, a principal florada da safra comercial do país já pode ser vista em cerca de 80% das lavouras, segundo estimativa da Fundação Procafé. Essas plantações, no entanto, podem não ter forças para dar uma boa produção no próximo ano, pois saíram da temporada 2016/17 bastante prejudicadas, e a colheita deve cair de 20% a 30%.

“Praticamente todas as regiões produtoras de café do Brasil já registraram florada. No entanto, elas confirmam que a próxima safra será de 20% a 30% menor que a última. Poucas lavouras estão em perfeitas condições de produção, a maior parte delas deve apresentar exaustão nutricional por conta da alta colheita neste ano”, explica o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, José Braz Matiello. As floradas marcam o início da formação dos frutos para a colheita de 2017.

Leilões da Conab

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realiza na próxima quinta-feira (20) mais dois leilões de venda de café arábica (avisos 188/2016 e 189/2016) por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização (SEC), na modalidade mista. Serão ofertadas pouco mais de 90 mil sacas de 60 kg do grão ensacado da safra 2009/2010, que estão em armazéns da autarquia nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Desde janeiro, o governo brasileiro já comercializou, em 24 leilões, mais de 500 mil sacas de café de um total de 1,25 milhão de sacas dos estoques públicos. Restam ainda cerca de 260 mil sacas que devem ser comercializadas até dezembro.

Mercado interno

Nas praças de comercialização do Brasil, seguem isolados os negócios com café ainda mais com o feriado nacional de Nossa Senhora da Aparecida ontem (12). Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da ESALQ/USP), a perspectiva de menor produção brasileira de café na safra 2017/18 já tem reduzido o volume de negócios antecipados envolvendo tanto o arábica quanto o robusta.

“Muitos produtores de arábica preferem aguardar o desenvolvimento das floradas e um maior volume de chuva para terem uma definição mais clara da próxima safra. Para o robusta, as incertezas quanto à produção 2017/18 são ainda maiores”, reportou o Centro.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 580,00 a saca – estável. A maior oscilação dentre as praças no dia ocorreu em Guaxupé (MG) com alta de 0,71% e saca a R$ 567,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 527,00 a saca e avanço de 0,76%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação na cidade de Araguari (MG) com R$ 520,00 a saca e alta de 1,96%. Foi a maior variação no dia dentre as praças.

Na terça-feira (11), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 503,77 e desvalorização de 0,35%.

Fonte: Portal do Agronegócios

Comentários

comentários

Tente de novo

Justiça Federal nega tentativa da defesa e confirma legalidade de escutas na Lama Asfáltica

3ª Vara também reafirmou competência para julgar desvios de verba do BNDES O juiz da ...