domingo , agosto 19 2018

Após ganhos recentes, soja inicia pregão desta 3ª feira próxima da estabilidade em Chicago

As principais posições da oleaginosa exibiam ligeiros ganhos entre 0,25 e 1,00 pontos, por volta das 8h08 (horário de Brasília)

As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta terça-feira (18) com leves altas, próximas da estabilidade. As principais posições da oleaginosa exibiam ligeiros ganhos entre 0,25 e 1,00 pontos, por volta das 8h08 (horário de Brasília). O vencimento novembro/16 era cotado a US$ 9,78 por bushel, enquanto o janeiro/17 era negociado a US$ 9,86 por bushel.

O mercado tenta ampliar os ganhos registrados nos últimos dias. Ainda nesta segunda-feira, as principais posições da oleaginosa encerraram o pregão com valorizações de mais de 15 pontos. As cotações encontram suporte nos números dos embarques semanais, que na semana encerrada no dia 13 de outubro, ficaram em 2.508,997 milhões de toneladas, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Da mesma forma, os números de esmagamento da soja nos EUA também contribuíram para a sustentação dos preços. Segundo o NOPA (Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas) em setembro, o processamento do grão ficou 3,52 milhões de toneladas. Outro fator que também tem sido acompanhado pelos investidores é a alta nos preços do óleo de soja, que acaba dando sustentação às cotações da commodity em Chicago.

Ainda no final da tarde desta segunda-feira, o USDA informou que cerca de 62% da área plantada com o grão nos EUA já foi colhida. Na semana anterior, o número era de 44%. O índice ficou abaixo das expectativas dos participantes do mercado, de 67%.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: Demanda firme impulsiona e preços encerram 2ª feira com altas de mais de 15 pts em Chicago

Ao longo do pregão desta segunda-feira (17), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) consolidaram a movimentação positiva e encerraram o dia com altas de dois dígitos. As principais posições da commodity finalizaram a sessão com ganhos entre 15 e 15,75 pontos. O contrato novembro/16 era cotado a US$ 9,78 por bushel, enquanto o janeiro/17 era negociado a US$ 9,86 por bushel. O março/17 operava a US$ 9,91 por bushel.

“Temos um fator sazonal que é o rally pós-colheita nos Estados Unidos. Quando os trabalhos nos campos alcançam entre 40% a 50%, com a safra já conhecida, o mercado começa a olhar mais a demanda. Nesta segunda-feira, tivemos um suporte importante dos embarques semanais da soja e do esmagamento do grão no país, que cresce bastante nesse período devido à maior disponibilidade da oleaginosa”, explica o analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu novo boletim de embarques semanais. E, na semana encerrada no dia 13 de outubro, os embarques do grão somaram 2.508,997 milhões de toneladas.

O volume ficou bem acima das estimativas que giravam entre 1,3 milhão a 1,6 milhão de toneladas. O número também ficou bem acima do registrado na semana anterior, de 1.801,074 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os embarques da oleaginosa somam 7.714,443 milhões de toneladas, frente as 6.770,243 milhões do mesmo período da temporada anterior.

Outra informação que também contribuiu para consolidar as altas em Chicago foi o esmagamento de soja nos EUA divulgado pelo NOPA (Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas). Em setembro, o processamento do grão ficou 3,52 milhões de toneladas. O número ficou acima da expectativa do mercado, de 3,48 milhões de toneladas.

Já em agosto, a associação indicou o esmagamento da soja em 3,59 milhões de toneladas. Em setembro de 2015, o volume ficou em 3,45 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, as informações de que uma delegação de compradores chineses e empresas dos EUA assinaram acordos para a compra de 5,1 milhões de toneladas de soja também deu tom positivo aos preços. Segundo a Labhoro Corretora, os reportes poderão ser realizados ao longo dos próximos dias como vendas extras.

Além disso, Vanin reforça que, nos últimos três pregões as cotações encontraram suporte nas altas registradas no óleo de soja. “E, por sua vez, esses ganhos são decorrentes de outros óleos vegetais, como o de palma. Temos a Malásia e a Indonésia, grandes produtores e exportadores, que sofreram com os efeitos do El Niño. Com isso, as produtividades das palmeiras estão menores, o que fez com que a produção caísse, porém, as exportações foram mantidas. Consequentemente, há uma redução mês a mês nos estoques e uma alta nos preços”, destaca o analista de mercado.

Colheita nos EUA

No final da tarde de hoje, o USDA ainda divulga seu boletim de acompanhamento de safras. A perspectiva é que o departamento indique a colheita completa entre 60% e 65% até o início dessa semana.

E, ainda conforme dados da Labhoro Corretora, o clima permanece favorável ao andamento dos trabalhos nos campos. “As previsões indicam predomínio de tempo seco para os próximos 7 dias e as chuvas não devem ultrapassar os 18 mm acumulados”, informou em nota. Já o leste do cinturão produtor, poderá receber precipitações entre 25 mm e 50 mm.

Mercado brasileiro

Enquanto isso, no mercado brasileiro, o dia foi de ligeiras movimentações aos preços da soja, conforme levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas. Em Itapeva (SP), o preço subiu 2,73%, com a soja R$ 73,27 a saca. Na região de Sorriso (MT), o ganho foi de 1,41%, com a saca a R$ 72,00. Em Cascavel (PR), a valorização foi de 0,76%, com a saca a R$ 66,00. Já em Jatai (GO), a saca fechou o dia a R$ 64,75, com alta de 0,23%.

Nos Portos, os preços também subiram em Paranaguá, a cotação futura ficou em R$ 76,00 e alta de 1,33%. Em Rio Grande, o valor futuro ficou em R$ 78,50 a saca e ganho de 2,08%. O disponível ficou em R$ 75,00 a saca e valorização de 1,08%. Já nas regiões de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, ambas em Mato Grosso, a queda foi de 0,69%, com a saca a R$ 71,50.

No Brasil, os produtores estão focados no plantio da soja. Até a última sexta-feira, a semeadura estava completa em 17,3% da área prevista para essa temporada, conforme dados da Safras & Mercado. Ainda assim, o analista de mercado da Agrinvest ainda destaca que, os agricultores devem ficar atentos com as vendas futuras.

Dólar

A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,2076 na venda, com alta de 0,1%. Segundo a agência Reuters, o câmbio reverteu a perda em um movimento pontual de compra da moeda.

Fonte: Portal do Agronegócios

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