domingo , agosto 19 2018

Soja exibe ligeiras altas nesta 5ª feira na CBOT e busca consolidar 2º dia consecutivo de valorização

Por volta das 8h06 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa apresentavam ganhos entre 2,75 e 3,00 pontos

Na manhã desta quinta-feira (20), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) exibem ligeiras altas. Por volta das 8h06 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa apresentavam ganhos entre 2,75 e 3,00 pontos. O novembro/16 era cotado a US$ 9,84 por bushel e o maio/17 mantém o patamar de US$ 10 por bushel, negociado a US$ 10,06 por bushel.

O mercado tenta ampliar as valorizações registradas nesta quarta-feira e consolidar o 2º dia consecutivo de alta. E a demanda aquecida continua com o principal fator de sustentação aos preços da oleaginosa no mercado internacional. Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz novo boletim de vendas para exportação, importante indicador da demanda.

Os fundos de investimentos também permanecem firmes na ponta compradora do mercado, conforme informou o site Agrimoney.com. “Os fundos de investimentos continuam bons compradores, influenciados em parte por fatores técnicos”, reportou o portal. Em contrapartida, a oferta segue em pauta com a colheita nos EUA caminhando e o plantio da soja na América do Sul.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Demanda firme garante mais um dia de alta para a soja na CBOT e preços se aproximam de US$ 10/bu

Os futuros da soja voltaram subir no pregão desta quarta-feira (19) na Bolsa de Chicago (CBOT) e encerraram o dia com valorizações entre 9,00 e 9,25 pontos. O vencimento novembro/16 operava a US$ 9,81 por bushel, enquanto o janeiro/17 era negociado a US$ 9,90 por bushel. O maio/17 manteve o patamar acima de US$ 10,00 por bushel, cotado a US$ 10,03 por bushel.

As agências internacionais destacam que, as cotações foram impulsionadas pela força da demanda, que segue firme pelo produto americano. Ainda nesta quarta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nova venda do grão, de 185 mil toneladas, para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue ao longo da temporada 2016/17.

Essa foi a segunda operação divulgada somente essa semana, já que nesta terça-feira, o departamento anunciou a venda de 706,5 mil toneladas da oleaginosa para a China. O produto também deverá ser entregue na campanha 2016/17.

Ainda do lado fundamental, a oferta continua sendo observada pelos participantes do mercado. Em torno de 62% da safra estimada em mais de 116 milhões de toneladas pelo USDA já foi colhida até o momento.

Já na América do Sul, o foco está na evolução do plantio da safra 2016/17, especialmente no Brasil. As consultorias privadas apontam para a semeadura no país próxima de 17% até o final da última semana. Outra novidade divulgada hoje pelos sites internacionais é a perspectiva de aumento na área destinada ao plantio do grão na Argentina.

Conforme dados da Bloomberg, o desconto de 5% nos impostos para exportação em 2017 em dez províncias do país fará com que os produtores optem pela semeadura da oleaginosa. “Os produtores poderão plantar uma safra maior nesta temporada do que o estimado anteriormente, estimulados por uma redução de impostos anunciada no início deste mês em meio às manobras do presidente Maurício Macri para fortalecer seu apoio a um reduto da oposição”, informou o site internacional.

A alta do petróleo na Bolsa de Nova York também contribuiu para o movimento de alta. O barril se aproximou de US$ 52 o barril, uma valorização de mais de 3%.

Mercado brasileiro

A quarta-feira (19) foi de ligeiras movimentações aos preços da soja no mercado doméstico. Segundo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Itapeva (SP), o preço subiu 2,73%, com a saca a R$ 73,27. Em Rio Verde (GO), o ganho foi de 1,33%, com a saca a R$ 76,00. Em Sorriso (MT), a valorização foi de 0,71%, com a saca a R$ 71,00. No Oeste da Bahia, o preço ficou em R$ 65,25 a saca, com ganho de 0,18%.

No Porto de Rio Grande, o valor disponível subiu 0,68%, com a saca a R$ 74,50. O preço futuro apresentou alta de 0,65%, com a saca a R$ 77,50. Já em Assis (SP), a queda foi de 2,97%, com a saca a R$ 70,14. No Paraná, nas praças de Cascavel, Londrina e Ubiratã, a queda foi de 0,75%, com a saca a R$ 66,00. Em Não-me-toque (RS), o valor caiu 1,49%, com a saca a R$ 66,00.

Apesar das oscilações, os analistas ainda reforçam que os produtores estão focados nos trabalhos de colheita. Até o momento, pouco mais de 24% da safra já foi negociada antecipadamente nesta temporada.

Dólar

A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,1690 na venda, com queda de 0,44%. E, segundo a agência Reuters, o câmbio “encerrou no menor nível em mais de dois meses, influenciado por fluxo de recursos e pelo movimento da moeda norte-americana no exterior”, informou.

Fonte: Portal do Agronegócios

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