domingo , agosto 19 2018

Laboratório do Fundecitrus completa 90 mil diagnósticos de HLB para citricultores

O laboratório de Pesquisa e Diagnóstico do Fundecitrus chegou, neste mês, à marca de 90 mil análises de plantas com sintomas de HLB (huanglongbing/greening) para citricultores, desde o aparecimento da doença em São Paulo, em 2004

O serviço é oferecido gratuitamente e atende à demanda de produtores que têm dúvidas em relação à presença ou não da doença no pomar.

Além de HLB, também é realizado diagnóstico para CVC (clorose variegada dos citros ou amarelinho). Neste caso, o número de plantas avaliadas foi de 7,4 mil, de 2008 a 2016.

As análises são feitas por meio da extração de DNA das folhas de plantas de citros que passam pelo teste de PCR (reação em cadeia da polimerase), que indica se estão ou não contaminadas pelas bactérias causadoras das doenças. Em média, são avaliadas 700 amostras de HLB e CVC por mês. O resultado é enviado ao produtor no prazo máximo de 14 dias.

“A demanda pelas análises hoje em dia está menor devido ao maior conhecimento por parte dos citricultores dos sintomas de HLB e do baixo índice de CVC no parque citrícola. Mas ainda assim a procura é alta, pois o diagnóstico dá a certeza sobre a infecção ou não da planta”, diz o pesquisador do Fundecitrus Nelson Arno Wulff, responsável pelo laboratório.

O Laboratório foi fundado em 1999 e tem duas linhas de atuação: serviços ao citricultor e pesquisas. É equipado em microbiologia, biologia molecular e bioquímica, sendo capaz de responder quais organismos causam as doenças, como são, como e quando agem, e consegue mostrar suas diferenças. Além do diagnóstico para produtores, o laboratório efetua a mesma análise em folhas de plantas de projetos de pesquisa do Fundecitrus e parceiros. Nos últimos sete anos foram analisadas 120 mil amostras nesses projetos.

Em 2016, foi adquirido para o laboratório um novo aparelho que proporciona economia e agilidade no processo de diagnóstico e permitiu diminuir o tempo de análise de 30 minutos para 2 minutos e meio. Além de otimizar as análises, o equipamento trouxe uma economia de 27% nos gastos com materiais.

“O laboratório busca sempre fornecer resultados cada vez mais rápidos, com menor uso de reagentes e menor produção de resíduos, seguindo a tendência de diagnósticos voltados para a sustentabilidade”, afirma Wulff.

Fonte: Portal do Agronegóicio

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