domingo , agosto 19 2018

Café: Bolsa de Nova York testa recuperação na manhã desta 6ª feira, após cair mais de 600 pts

Às 9h26, em Brasília, o vencimento março/17 anotava ganhos de 80 pontos e era cotado a 145,70 cents/lb. Já maio/17 era negociado a 148,05 cents/lb, registrando valorização de 85 pontos, assim como julho/17 que valia 150,20 cents/lb

As cotações futuras do café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leves ganhos na manhã de sexta-feira (02), após ceder quase 600 pontos no pregão anterior. As informações de câmbio, além de chuvas no Brasil, vêm contribuindo para as quedas no mercado internacional.

Às 9h26, em Brasília, o vencimento março/17 anotava ganhos de 80 pontos e era cotado a 145,70 cents/lb. Já maio/17 era negociado a 148,05 cents/lb, registrando valorização de 85 pontos, assim como julho/17 que valia 150,20 cents/lb. O contrato setembro/17 subia 80 pontos e operava a 152,15 cents/lb.

Nas últimas sessões, o mercado internacional vêm registrando quedas consecutivas, refletindo o cenário de dólar e também na redução da preocupação com o abastecimento na próxima temporada. O analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, explica que as cotações tem operado de forma técnica nos últimos.

No mercado físico, por volta das 9h30, o tipo 6 duro era negociado a R$ 535,00 pela saca de 60 quilos em Poços de Caldas (MG), com alta de 0,19%. Em Espírito Santo do Pinhal (SP), a saca seguia cotada a R$ 540,00 e em Guaxupé (MG) a R$ 527,00 por saca.

Confira como fechou o mercado na quinta-feira:

Café: Preços do arábica caem quase 600 pts nesta 5ª feira e vencimentos se distanciam de US$ 1,50/lb

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registraram um novo de quedas nesta quinta-feira (01). Na sessão, os principais vencimentos cederam quase 600 pontos, com influência do câmbio e também pela diminuição da preocupação em relação ao abastecimento na próxima temporada. Com isso, os futuros anotam três sessões consecutivas de quedas.

O contrato com vencimento março/17 fecha a 144,90 cents/lb, após ceder 570 pontos na sessão, assim como maio/17 que ficou valendo 147,20 cents/lb e julho/17 que é cotado a 149,35 cents/lb. Já setembro/17 anotou desvalorização de 560 pontos e passa a ter referência de 151,35 cents/lb.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, novamente o cenário de câmbio acabou influenciando nos futuros do arábica na bolsa internacional. No Brasil, o dólar fechou o dia com alta de 2,40% na sessão e cotado a R$ 3,4685 na venda. A agência de notícias Reuters aponta que o pregão refletiu a cautela dos investidores diante da cena política brasileira e também temores com a decisão do FED (Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos).

Além disto, há a diminuição da preocupação com o abastecimento na próxima temporada, fator que trouxe ganhos expressivos ao mercado há algumas semanas. Barabach explica que historicamente o período de colheita em regiões produtoras – como Vietnã, Colômbia e países da América Central – acaba trazendo pressão às bolsas internacionais. Com isso, compradores entendem que há certo alívio na oferta mundial de café.

Chuvas em regiões produtoras do Brasil, que contribuem diretamente ao desenvolvimento da safra 2017/2018 de café, também têm influenciado o cenário de quedas no mercado externo. Informações da Somar Meteorologia apontam que uma frente fria avança para o Espírito Santo e para o cerrado mineiro. Além disso, há áreas de instabilidade no Sul da Bahia, São Paulo e parte de Minas Gerais – com volume baixo para regiões produtoras de café.

Ainda nesta semanaa corretora Marex Spectron divulgou em relatório que prevê superávit global de 300 mil sacas de 60 quilos na temporada 2016/17. “Nós incluímos a liberação de estoques pelo governo brasileiro no balanço, o que deixa um superávit mínimo”, disse a Marex à Reuters.

Mercado interno

Após o período de intensa negociação no mercado físico em outubro, o cenário agora é de lentidão nas praças de comercialização. Apesar de ainda serem registrados patamares elevados de preços, as cotações seguem registrando leves baixas pela falta de interesse de produtores em ofertar café, à espera de momentos mais interessantes.

Segundo o analista da Origem Corretora, Anilton Machado, este cenário de lentidão também já começa a refletir no valor da saca nas praças de comercialização. “Este período já é caracterizado por poucos negócios, muitos produtores deixam suas vendas para o início do ano em função do imposto de renda”, explica em boletim.

Ainda nesta semana, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontou que os preços no Brasil registraram mais uma semana de quedas, também influenciado pelo cenário internacional. “A valorização do dólar frente ao Real e as estimativas de que o Brasil deve colher mais nessa temporada pressionaram os valores internos do arábica nos últimos dias. Nesse cenário, produtores e compradores estiveram fora do mercado”, apontam os pesquisadores do Centro em boletim.

O café cereja descascado anotou dia de valorização nas praças de comercialização. Em Espírito Santo do Pinhal (SP), a saca registrou alta de 3,33% e fechou valendo R$ 620,00. Em Guaxupé (MG), os preços subiram 1,25% e os negócios ficaram em R$ 565,00 pela saca.

No tipo 4/5 houve recuo de 1,27% em Poços de Caldas (MG), com referência de R$ 545,00 pela saca de 60 quilos. Em Varginha (MG), a cotação é de R$ 560,00 pela saca, após cair 0,88%.

Para o tipo 6, os preços cederam 3,51% em Patrocínio (MG), fechando a referência de R$ 550,00 pela saca de 60 quilos. Em Franca (SP), a cotação é de R$ 550,00 por saca, após cair 2,65% no dia.

Na quarta-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 535,43 com recuo de 0,79%.

Fonte: Portal do Agronegócios

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