quarta-feira , agosto 15 2018

Milho tem nova queda semanal no mercado doméstico

As cotações do milho praticadas no mercado interno registraram ligeiras quedas ao longo da última semana

Ainda conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Rio Verde (GO), a saca do cereal caiu 2,86%, com a saca do cereal a R$ 34,00. Já em Panambi (RS), o recuo ficou em 2,76% e a saca encerrou a semana a R$ 36,00.

Em Mato Grosso do Sul, a praça de São Gabriel do Oeste, registrou queda de 1,75%, com a saca a R$ 28,00. Na região de Jataí (GO), a perda foi de 1,67%, com a saca de milho a R$ 29,50. Em Assis (SP), a desvalorização ficou em 1,59% e a saca a R$ 30,28. Em Campinas (SP), a perda foi de 1,30%, com a saca a R$ 38,10.

Na contramão desse cenário, o preço subiu 1,41% na região de Ponta Grossa (PR), com a saca a R$ 36,00. No Porto de Paranaguá, a semana foi de estabilidade, com a saca de milho a R$ 34,00. Nas demais praças, as cotações também se mantiveram inalteradas.

Em meio à perspectiva de confortável na oferta, os preços do cereal no mercado doméstico permanecem pressionados negativamente. “O mercado caminha para um cenário confortável de oferta e demanda. Temos uma redução nas exportações e as importações foram maiores ao longo desse ano. Além disso, temos a chegada da safra de verão no mercado e, as primeiras perspectivas para a safrinha de 2017 desenham um quadro favorável”, explicou a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.

No Paraná, há relatos de cooperativas que teriam recebido, nesta semana, cerca de seis navios de milho dos Estados Unidos. Já os embarque de milho somaram 961,4 mil toneladas no mês de novembro, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). O número representa uma queda de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as exportações do cereal totalizaram 4,75 milhões de toneladas.

Além disso, o bom andamento da safra de verão também contribui para pressionar as cotações do cereal. Segundo levantamento realizado pela INTL FCStone e reportado nesta sexta-feira, o país deverá colher cerca de 29,4 milhões de toneladas de milho na 1ª safra. Em torno de 5,8 milhões de hectares foram cultivados com o grão na safra de verão.

Para a safrinha, a projeção é que a safra fique próxima de 61,6 milhões de toneladas no ciclo 2016/17. “O plantio da soja foi bastante adiantado em algumas regiões, com destaque para o Mato Grosso, o que amplia consideravelmente a área potencial para a semeadura da segunda safra dentro da janela ideal”, avalia Ana Luiza.

No total, o país deverá colher 91,05 milhões de toneladas de milho. “A abundância de produto após a segunda safra tende a reduzir os preços domésticos para a paridade exportação. Atualmente, isso significaria uma redução de até 30% nas ideias de preços no interior – o que tende a estimular o consumo doméstico”, alerta a analista de mercado.

Paralelamente, outro fator que também tem sido observado no mercado doméstico é a limpeza nos armazéns, uma vez que os produtores já preparam para receber a safra de verão. De acordo com o boletim da Brandalizze Consulting, o milho está saindo de várias regiões de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e sendo canalizado para o Sul do país.

Fonte: Portal do Agronegócios

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