domingo , janeiro 21 2018

Soja: Mercado em Chicago começa semana operando com estabilidade e pouca movimentação

O mercado internacional da soja começa a semana ainda operando com estabilidade

O mercado internacional da soja começa a semana ainda operando com estabilidade. Na sessão desta segunda-feira (12), os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago subiam pouco mais de 0,50 ponto primeiros contratos, com o maio/17 valendo US$ 10,56, enquanto o julho/17 perdia 1 ponto para ser negociado a US$ 10,60 por bushel.

O mercado se reajusta após a chegada dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (9) e também após a semana agitada, quando as cotações subiram mais de 1% na CBOT, estimuladas, ainda e principalmente, pela força da demanda.

Assim, os traders esperam para os próximos dias atualizações sobre esse fundamento – já nesta segunda chegam os novos dados de embarques semanais de grãos dos EUA também pelo USDA – e também sobre o clima na América do Sul, outro importante driver para os preços neste momento de conclusão do plantio em alguns locais e desenvolvimento das lavouras.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Soja sobe mais de 1% na semana em Chicago e momento é favorável para produtor brasileiro

A semana deveria ter terminado com algumas novidades no mercado da soja dada a chegada dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu novo boletim mensal de oferta e demanda. No entanto, o relatório veio sem qualquer mudança significativa para a oleaginosa – tanto nos EUA quanto na América do Sul – e frustrou os analistas, consultores e traders.

Apesar disso, o mercado em Chicago parece ter ignorado essa falta de novos dados – esperados, principalmente, entre as exportações e os estoques finais dos EUA dada a conhecida intensidade da demanda – voltou a subir e terminou a sessão desta sexta-feira (9) com ganhos de mais de 10 pontos entre os principais vencimentos.

Na semana, os principais contratos subiram mais de 1%, com o março/17 valendo US$ 10,37 e o maio/17, referência para a safra brasileira, com US$ 10,56 por bushel.

Para o consultor Carlos Cogo, o mercado internacional da soja carrega “claramente” uma tendência ainda firme de alta. “Temos a safra americana consolidada no maior nível da história, estoques finais altos nos EUA e o mercado ignora isso porque a demanda é muito firme, principalmente por conta do farelo, e o óleo ajudou muito este ano também”, diz.

Mesmo sem alterações, os atuais números da demanda já são fortes o suficiente para refletir o potencial da demanda nesta temporada. A projeção do USDA é de que os EUA exportem 55,79 milhões de toneladas de soja e, até esse momento, quase 80% desse total já está comprometido. Além disso, o ritmo dos embarques é bem superior ao do ano comercial 2015/16.

E os últimos números das importações chinesas confirmam esse quadro. Segundo as informações da alfândega chinesa, as compras de soja do país alcanaçaram, em novembro, 7,84 milhões de toneladas, registrando um aumento de mais de 50% em relação ao volume de outubro e ainda 6% maiores do que as importações de novembro de 2015.

Ainda nesta semana, as especulações – e preocupações – sobre a nova safra de soja da América do Sul cresceram e também serviram de estímulo ao andamento das cotações em Chicago, já que ganharam espaço no radar dos traders. O quadro climático na Argentina, em função da falta de chuvas, é o que mais preocupa.

“A oferta composta da América do Sul vai responder por 53% de toda a produção prevista para a safra 2016/17, então, evidentemente, se houver algum problema com a safra sulamericana, pode haver um impacto altista sobre os preços. É uma participação muito grande na oferta global e que ainda está em fase de plantio, então, o mercado, de certa forma, está colocando um prêmio de risco climático sobre as cotações futura, independente de não estarmos com um grave problema de clima, a não ser essa estiagem que ocorreu na Argentina”, explica Cogo.

Semana no Brasil

Em linhas gerais, a semana não foi positiva para os preços da soja no Brasil, com uma pressão sentida na maior parte das praças de comercialização do interior do país, e também nos portos. O recuo acumulado, em alguns estados, chegou a superar os 2%. Ao mesmo tempo, o dólar também caiu na semana – 2,87%, fechando com R$ 3,3729 – e os prêmios nos terminais de exportação também se mostram mais baixos.

Ainda assim, os atuais valores são mais atrativos para os produtores brasileiros, os negócios – apesar de caminharem em ritmo mais lento do que do ano passado, por exemplo – se desenvolvem com um pouco mais de agilidade. Em Paranaguá, a soja disponível fechou com R$ 78,50 por saca e, em Rio Grande, com R$ 79,00. Já no mercado futuro, os últimos valores foram de R$ 79,50 e R$ 83,50.

Ao longo da semana, porém, os preços para negócios mais distantes, com referências entre maio e julho, alcançaram patamares mais elevados e, no porto paranaense, chegaram até mesmo aos R$ 88,00 por saca.

“O produtor tem que tomar decisão quando a curva está em alta, e a curva futura está em alta. O preço futuro está sustentado, o dólar na BM&F está bem atrativo – com um câmbio no primeiro quadrimestre do ano que vem acima dos R$ 3,40 – os prêmios nos portos, apesar de terem caído, ainda positivos, faz uma combinação de preços interessante. Tanto que é que alguns negócios futuros reportados ao longo da semana, para abril (de 2017) nos portos de Paranaguá e Santos, já estão estavam em níveis em reais mais elevados do que os de abril deste ano. Então, é sim um bom momento para proteger uma parte da safra”, orienta Carlos Cogo.

Fonte: Portal do Agronegócios

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