domingo , janeiro 21 2018

Café: Após forte queda na semana passada, Bolsa de Nova York sobe cerca de 50 pts nesta manhã de 2ª

Por volta das 10h01, horário de Brasília, o vencimento março/17 anotava 139,75 cents/lb com alta de 40 pontos, o maio/17 registrava 141,95 cents/lb com 30 pontos de avanço

Em ajustes técnicos após perderem o patamar de US$ 1,45 por libra-peso na semana passada, os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 50 pontos nesta manhã de segunda-feira (12) e revertem parte das perdas registradas nos últimos dias. No acumulado da semana passada, os futuros da variedade perderam 4,42% no vencimento março/17, referência de mercado.

Por volta das 10h01, horário de Brasília, o vencimento março/17 anotava 139,75 cents/lb com alta de 40 pontos, o maio/17 registrava 141,95 cents/lb com 30 pontos de avanço. Já o contrato julho/17 estava sendo negociado a 144,20 cents/lb com valorização de 30 pontos e o setembro/17, mais distante, valia 146,60 cents/lb com 70 pontos positivos.

No mercado físico brasileiro, também por volta das 10h01, o tipo 6 duro estava sendo negociado a R$ 520,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, na cidade de Guaxupé (MG) o café estava cotado a R$ 496,00 a saca – estável. Já em Poços de Caldas (MG) estava sendo negociado a R$ 504,00 a saca – estável.

Veja como fechou o mercado na quinta-feira:

Café: Bolsa de Nova York tem mais uma semana de quedas e vencimentos próximos fecham abaixo de US$ 1,45/lb

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) teve mais uma semana de fortes baixas com os operadores externos cada vez menos preocupados com a possibilidade de desabastecimento do grão em 2016. As cotações também acompanharam as oscilações no câmbio e a atuação dos fundos de investimento. No acumulado da semana, o vencimento março/17, referência de mercado, perdeu 4,42%. Saiu de 145,80 cents/lb na última sexta-feira e fechou a sessão de hoje a 139,35 cents/lb.

Nesta sexta-feira (9), os futuros do arábica operaram dos dois lados da tabela. No entanto, o campo negativo acabou prevalecendo pelo quinto dia consecutivo. O contrato março/17 fechou a sessão com baixa de 205 pontos, a 139,35 cents/lb, o maio/17 registrou 141,65 cents/lb com 210 pontos de desvalorização. Já o vencimento julho/17 anotou 143,90 cents/lb com 205 pontos de baixa e o setembro/17, mais distante, terminou o dia a 145,90 cents/lb com 210 pontos de recuo.

“A venda parece implacável, mas o problema é que não há realmente uma boa razão para comprar agora, então os especuladores continuam vendendo e os torrefadores se mantendo fora das ordens de trabalho para obter melhores preços”, explicou o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Há algum tempo os operadores na Bolsa de Nova York repercutem com força a redução nos temores com o desabastecimento do grão no próximo ano diante da melhora climática no cinturão produtivo do Brasil, que é o maior produtor e exportador da commodity no mundo. Institutos meteorológicos ressaltam chuvas acima da média para o período em diversas localidades. A semana começou com chuvas fortes no Sul do Espírito Santo e Zona da Mata de Minas Gerais. Outras áreas receberam precipitações isoladas.

Para se ter ideia do otimismo com o equilíbrio entre oferta e demanda no próximo ano. Na semana passada, a corretora Marex Spectron divulgou em relatório que prevê superávit global de 300 mil sacas de 60 kg na temporada 2016/17. “Nós incluímos a liberação de estoques pelo governo brasileiro no balanço, o que deixa um superávit mínimo”, disse a Marex à agência de notícias Reuters.

A saída dos fundos de investimento do mercado e o câmbio também contribuem para o movimento de baixa visto nas cotações externas do café arábica. Nesta sexta-feira, a alta da dólar contribuiu bastante para as perdas. A divisa fechou o dia a R$ 3,3729 na venda com queda de 0,30%. O dólar impacta diretamente nas exportações da commodity e suas oscilações tendem a influenciar nos preços internos e externos.

Segundo informações reportada pelo site internacional Agrimoney no início da semana, os fundos de investimento já teriam cortado mais de 7,6 mil lotes de suas posições mais alongadas, registrando seu nível mais rápido desde o último maio. “A maior parte do movimento é técnico, mas o clima no Brasil está excelente, com boas chuvas, até mesmo nas áreas de robusta que foram, recentemente, castigadas pela seca”, informou, em nota o Rabobank.

Apesar das preocupações menores dos operadores com o abastecimento, o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, explicou durante a semana que o Brasil pode sim enfrentar dificuldades na próxima safra. Dependendo da condição das chuvas, a produção será de ciclo baixo para o arábica e, para o conilon, deve ser bastante prejudicada. Os estoques do Governo Federal também devem chegar ao fim.

Já o Rabobank, acredita que a queda nos preços do café pode ser reduzida à frente uma vez que há uma demanda “surpreendentemente elevada” no mercado, embora não seja o bastante para abastecer os valores novamente em alta.

Em novembro, as exportações de café brasileiro somaram 3,07 milhões de sacas de 60 kg, segundo reportou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) nesta terça. Em comparação com o mesmo período de 2015, houve uma queda de 12,2%, devido à redução dos embarques de café conilon e a impactos sentidos com a greve alfandegária no Porto de Santos, que comprometeu o processamento de certificados de exportação. A receita cambial foi de US$ 547,3 milhões no período.

Nesta sexta, foi divulgado pelo jornal Valor Econômico, que o governo brasileiro deve se reunir com produtores de café e representantes da indústria na próxima semana a fim de buscar um consenso acerca das importações de café robusta ou conilon brasileiro. os últimos meses, com a escassez do grão para a produção de seus produtos, a indústria brasileira de café usou alguns tipos de café arábica de menor qualidade como substitutivo.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, acontecem poucos negócios. Os produtores do grão dão cada vez mais indícios de que as transações serão deixadas para o próximo ano, segundo Eduardo Carvalhaes. É claro que são realizados alguns negócios, mas não no ritmo esperado. Além disso, soma-se o fator dos solavancos na economia e as ameaças de importação de café, que deixam os cafeicultores preocupados.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP) informou durante a semana que a expectativa é de que as negociações sigam lentos no mercado do país. “Quanto à produção brasileira da safra 2017/18, chuvas intercaladas com altas temperaturas vêm favorecendo as condições das lavouras. Apesar de a próxima temporada ser de bienalidade negativa, colaboradores do Cepea informam que, caso o clima continue favorável, a qualidade da safra pode ser beneficiada, compensando em partes a menor produção”, disse o Centro.

O tipo cereja descascado anotou queda na semana de 10,73% em Poços de Caldas (MG), encerrando a R$ 549,00 a saca. Em Varginha (MG), os preços subiram 3,33% e a saca fechou cotada a R$ 620,00. Maior valor dentre as praças de comercialização.

No tipo 4/5 foi registrado queda de 8,02% em Poços de Caldas (MG), com saca finalizando a semana a R$ 516,00. Em Guaxupé (MG) foi registrado a desvalorização de 6,21%, ainda assim a cidade segue com maior valor de negociação com R$ 559,00.

Para o tipo 6 duro, o maior recuo registrado na semana ocorreu em Poços de Caldas (MG) e a saca passou a ser cotada a R$ 504,00 com baixa de 8,36%. Em Patrocínio (MG), a saca do tipo permaneceu estável, a R$ 550,00.

Na quinta-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 511,50 com alta de 0,09%.

Fonte: Portal do Agronegócios

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