quinta-feira , agosto 16 2018
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BELA VISTA – LUGAR ONDE EU VIVO, MAS NÃO MORO!

O lugar onde eu vivo eu não moro. Mas o namoro. Em corpo presente, efetivamente, eu sou ausência; mas também sou frequência. Perambulo por suas ruas derramando olhares de saudade a cada configuração do tempo.

Há quarenta anos surgi fruto da maior de todas as minhas flores, em parceria com o maior dos jardineiros, conhecedor do segredo de todas as sementes. Fui semeado amor. E esse amor que muda de tempo, mas jamais perde a sua essência, é que me faz fiel no amor bela-vistense. Me faz amor e me faz amar uma terra minha, uma terra nossa, que um dia se misturará comigo quando me transformar em pó. Seremos um só!

O lugar onde vivo, mas não moro, já me fez chorar! Ainda choro. Mas tem enraizado na minha eternidade limitada, o infinito diálogo da alegria. Nela sou muito mais sorrisos! O lugar onde eu vivo, mas não moro, é aonde um dia desejo voltar a morar. Quero curtir o tempo; ter tempo para o descanso, um espaço para as despedidas; minha e dele. Que possamos nos despedir aos poucos, em etapas, em silêncio e em comunhão apenas com as palavras.

Depois, que o tempo trate de me transformar em tereré, em churrasco, em bom humor, em amor, em saudade; ou em chamamé, em grito, em polca ou quem sabe em livros e poesias. Mas – independente no que eu me torne – que me deixem sempre filho desta fronteira!!

Josyel Ribeiro Carvalho

(josyel@gmail.com)

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