domingo , abril 23 2017

Operação contra “Salve Geral” do PCC prendeu 48 pessoas em MS

O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão pertencente ao Ministério Púbico de Mato Grosso do Sul, apresentou na tarde desta terça-feira(18), o resultado da Operação deflagrada em conjunto com a Polícia Militar de MS, através dos batalhões do CHOQUE, BOPE e DINTEL, batizada de “DESDITA”.

A operação tem como alvo a facção criminosa PCC, atuante em Mato Grosso do Sul e prendeu diversas pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e roubo.

Sobre o nome da operação batizada de “Desdita” que é o sinônimo de azar, a Coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão explicou que o nome foi escolhido a partir de um preso hoje, identificado como Luís Carlos dos Santos, que não sabia que estava sendo monitorado e como diversas de suas ações planejadas haviam sido frustradas pelo Batalhão de Choque, acreditava que isso poderia ser uma espécie de “azar” relacionada a quantidade de pessoas que já havia matado.

Somente hoje foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Naviraí, Brasilândia e Ponta Porã.

De acordo com a Coordenadora, a investigações que iniciaram no final do ano de 2016, época em que havia uma séria crise no sistema prisional brasileiro, com rebeliões e mortes, a partir do rompimento entre PCC e Comando Vermelho.

A Coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão foi quem deu todos os detalhes da investigação. (Foto Paulo Francis)

“Em Mato Grosso do Sul iniciamos a investigação porque tínhamos a notícia que o PCC tinha dado uma ordem para que os faccionados praticassem atentados contra agentes de segurança pública no Estado. Iniciamos os trabalhos no intuito de identificar as lideranças e impedir os ataques”.

Logo no início das investigações, através do apoio do Choque e do Bope, foi identificado Santo Serafin Natal, vulgo Barba, que seria responsável pelos ataques. Ele estava evadido do sistema prisional e foi preso em 31 de dezembro de 2016.

Porem a investigação continuou, justamente para poder identificar toda estrutura da organização criminosa e as práticas criminosas praticadas como tráfico de drogas, roubo, sequestro, e execuções de indivíduos tanto dentro como fora do sistema prisional.

“No decorrer do período de dezembro até hoje, nós tivemos 48 pessoas presas sendo 24 em flagrante delito e outras 24 em cumprimento de busca de mandato e apreensão. Dez armas de grosso calibre foram apreendidas, milhares de reais, significativa quantidade de droga entre maconha e pasta base de cocaína, quatro veículos produtos de roubo foram recuperados, bloqueio de 44 contas bancarias e o sequestro dos valores desta contas além do bloqueio de 94 terminais de telefonias celular que é o instrumento utilizado para a comunicação entre os membros da facção”.

O Estabelecimento Penal Feminino Irmã Zorzi foi um dos alvos da operação deflagrada na manhã, no qual foi cumprido o mandato de busca e apreensão e em celas de internas alvos da operação foram encontrados diversos aparelhos celulares e entorpecentes.

Inicio das investigações – No ano de 2016 o Gaeco começou a desenvolver uma investigação voltada a facção criminosa do PCC em Mato Grosso do Sul, com objetivo de identificar as lideranças e parar suas atividades criminosas.

A ação surgiu a partir do conhecimento do Gaeco de que o PCC tinha dado a ordem de “Salve Geral” em MS, que é o comando que a cupulado da facção faz dando ordem aos seus faccionados a cometer os mais variados crimes.

Esse “Salve Geral” instigava e exigia que os membros praticassem diversos delitos com o intuito de angariar recursos para a facção comprar armamentos.

Em novembro de 2016 a investigação terminou, e de forma inédita o Gaeco conseguiu identificar as principais lideranças da cúpula do PCC em que estavam em presídios estaduais de Mato Grosso do Sul.

Foram nove pessoas identificadas e denunciadas, e encaminhados para o Presidios Fererais. O principal líder em MS é o Francivaldo Rodrigues de Lima, vulgo Pantaneiro.

“Durante a investigação nós descobrimos o tamanho do Pantaneiro. De dentro do presidio de Dourados ele coordenava ataques em Minas Gerais, Acre e vários estados da federação”.

Uma outra descoberta nas investigações foram as funções das pessoas presas, que está disciplinada no estatuto do PCC de acordo com a conduta “moral” e “ética” dos faccionados.

 

Fonte: paginabrazil.com

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