sexta-feira , abril 20 2018

Ao vivo: acompanhe a sessão que analisa a denúncia contra Temer

Câmara discute nesta quarta acusação de corrupção passiva contra o presidente; votação depende de quórum mínimo de 342 deputados presentes

A partir das 9h desta quarta-feira, a Câmara dos Deputados inicia sessão em que analisa a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, decidindo se autoriza, ou não, o Supremo Tribunal Federal (STF) a processá-lo. O relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), contrário à denúncia, será votado caso haja um mínimo de 342 votos em plenário. Sem votos suficientes para rejeitar o texto e dar prosseguimento à peça da Procuradoria-Geral da República (PGR), a oposição ameaça não deixar que esse número seja alcançado, para evitar que a base aliada enterre a acusação. Saiba como será a sessão que analisa a denúncia contra Temer.

Acompanhe ao vivo a sessão que analisa a denúncia contra Temer:

09:39 – Fala o relator

Autor do parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), contra a aceitação da denúncia, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) fala por até 25 minutos.

Deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)

Deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), relator do parecer na CCJ (TV Câmara/Reprodução)


09:36 – Vi fantasmas?

De volta à Câmara, o ministro exonerado do Esporte e deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) pediu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que registre a presença para efeito de quórum de todos os deputados que fizeram uso da palavra. Picciani observa que “não há discurso de fantasmas. Se falaram, estão presentes”. Faz sentido.


09:29– Eu estou, mas não estou

Inscrito para falar, o deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), mesmo estando no plenário, não compareceu à tribuna quando foi chamado. O motivo: a oposição se esforça em não dar quórum para que a denúncia seja votada e, falando, Pelegrino seria automaticamente marcado como presente. Apesar dessa força-tarefa, outros dois deputados que se disseram contra Michel Temer, Pompeo de Mattos (PDT-RS) e Weliton Prado (PMB-MG) já foram à tribuna.


09:25 – Primeira fase

Já são mais de 52 deputados federais no plenário da Câmara, o necessário para abrir a Ordem do Dia, o que ainda não ocorreu. Com o início da discussão, falarão o relator, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), e o advogado do presidente, Antonio Claudio Mariz de Oliveira.


09:22 – “Fora Temer”

Enquanto parlamentares se revezam no microfone aguardando a abertura da Ordem do Dia, deputados da oposição entram no plenário carregando faixas “Fora Temer” e gritando palavras de ordem. Em resposta, aliados do presidente Michel Temer adotaram o slogan “Lula na cadeia”.

Oposição protesta no plenário da Câmara

Oposição protesta no plenário da Câmara (TV Câmara/Reprodução)


09:07 – Cuidando do meu

Apesar do PT ter anunciado que fechou questão contra o relatório – e, portanto, a favor da denúncia –, o governador da Bahia Rui Costa (PT) não se furtou a ignorar a legenda e cuidar da própria reeleição. Costa está preocupado com uma possível ascensão de Rodrigo Maia à Presidência, que poderia favorecer o DEM, do seu arquirrival, o prefeito de Salvador ACM Neto. Ele preferiu dar uma mãozinha a Temer e exonerou dois de seus secretários, que reassumem mandatos parlamentares. Eles devem se abster de votar, o que ajuda o governo a ter o quórum mínimo.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT)

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) (CARLOS CASAES/AGÊNCIA A TARD/Estadão Conteúdo)


08:59 – Ajuda extra

O presidente Michel Temer exonerou, por um dia, dez ministros que também são deputados federais para reassumirem os mandatos e apoiá-lo em plenário. Eles reforçam a base aliada e reassumem as funções, que estavam ocupadas por suplentes. São os seguintes parlamentares: Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Bruno Araújo (PSDB-PE), Mendonça Filho (DEM-PE), Fernando Coelho Filho (PSB-PE), Osmar Terra (PMDB-RS), Leonardo Picciani (PMDB-RJ), Marx Beltrão (PMDB-AL), Sarney Filho (PV-MA), Ronaldo Nogueira (PTB-RS) e Maurício Quintella (PR-AL).

Ministro-chefe da Secretaria de Governo e articulador político do governo, Antonio Imbassahy volta ao front para defender Temer (Alexssandro Loyola/PSDB/Divulgação)


08:52 – Famoso quem?

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado pela coluna Radar On-Line na segunda-feira, mostra que três em cada quatro brasileiros desconhecem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. É Maia quem assume interinamente – e candidato natural em uma eleição indireta – caso a denúncia seja aceita pelo legislativo e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Brasília – Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante sessão que aprovou regime de urgência para PL 5850/16, que acelera procedimentos de adoção de crianças e adolescentes (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


08:43 – Como será a sessão?

Prevista para as 9h, a discussão só começará quando houver ao menos 52 deputados presentes em plenário, contando com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Neste primeiro momento serão, ao menos, quatro parlamentares fazendo discursos de até cinco minutos. Maia poderia encerrar a discussão após essas quatro falas, mas precisará aguardar a presença de 342 votos para que a votação ocorra. Entenda o passo-a-passo da sessão.


08:38 – Ministro fortalecido

Na coluna Radar On-Line: antes desprestigiado no governo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), ganhou força durante a busca por votos na Câmara dos Deputados. Junto com o próprio presidente Michel Temer, Padilha integrou a força-tarefa ao lado do responsável pela articulação política do governo, o tucano Antonio Imbassahy.

(Divulgação/Divulgação)


08:11 – Entenda a denúncia

Michel Temer é o primeiro presidente do Brasil a ser denunciado por crime comum no decorrer do mandato. A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) é por corrupção passiva. O crime, que só pode ser cometido por funcionários públicos, significa conferir ou prometer vantagens indevidas relacionadas à sua função em troca do oferecimento ou pagamento de recursos. Entenda porque o procurador-geral Rodrigo Janot acredita que o presidente e seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) cometeram esse delito.

 

Fonte: veja.abril.com.br

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