segunda-feira , dezembro 18 2017

Sem conseguir provar acusações, delação de Delcídio pode ser revista

A delação premiada do ex-senador de Mato Grosso do Sul Delcídio do Amaral pode ser revista e benefícios podem ser retirados, após um ano e seis meses de investigações não conseguirem encontrar provas das acusações feitas pelo ex-parlamentar, que gerou crise no Planalto, até então comandado por Dilma Rousseff, PT.

Homologada em fevereiro de 2016, após ter sido preso em novembro de 2015, Delcídio acusou a então presidente de tentar obstruir a operação Lava Jato. No entanto, as declarações ainda não foram comprovadas pelos investigadores, uma vez que o ex-senador só apresentou anotações e agendas.

Com isso, procuradores do grupo de trabalho responsável pelas investigações da operação Lava Jato já falam sobre a possibilidade de reavaliar o acordo e cortar benefícios concedidos ao ex-senador, segundo informações do jornal O Globo.

Nos depoimentos que prestou até o momento, Delcídio distribuiu acusações contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP), o senador Aécio Neves, presidente afastado do PSDB, e os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, entre outros.

Os investigadores disseram ao jornal que os elementos fornecidos pelo ex-senador não foram suficientes para fazer as investigações deslancharem, apesar de não dizerem que as informações estão incorretas.

Dos oito inquéritos que tramitam no Supremo com conteúdo da delação. Quatro deles foram gerados a partir das delações do ex-senador, mas não apenas por causa dela. Ele também prestou 21 depoimentos, dos quais 18 deles permaneceram no STF.

Um dos exemplos da “dificuldade“ na comprovação envolve a acusação, por parte de Delcídio, de que Dilma Rousseff indicou Marcelo Navarro ministro do Superior Tribunal de Justiça, sob o compromisso de que ele votaria pela soltura de empreiteiros presos na Lava Jato. O relator é Edson Fachin e o processo segue em segredo de Justiça.

Neste caso, segundo a reportagem, a Polícia Federal cumpriu diligências para analisar as câmeras de segurança do Palácio da Alvorada e do Senado, verificar dados de entrada em prédios, quebrar sigilo e colher depoimentos. Mas, faltam registro das imagens.

Os investigadores disseram que era possível perceber que as declarações dificilmente seriam difíceis de comprovar porque o ex-senador não entregou provas. Portanto, seria difícil comprovar fatos que não eram apenas articulação política.

Outra situação envolvia o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que tratava de difamação em eleição, mas também foi arquivado.

Fonte: campograndenews.com.br

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