No Brasileirão, CBF não exigirá teste de Covid-19 a todos: ‘Igual a shopping’

Campeonato começa neste final de semana já com jogos em atrasos

Mesmo com três partidas adiadas em razão do conflito de calendário com a final do Campeonato Paulista, a  primeira rodada do Brasileirão trará a partir de sábado um teste prático e mais abrangente para os protocolos médicos e operacionais desenvolvidos pela CBF por causa do novo coronavírus.

Embora as diretrizes já estejam em curso na Copa do Nordeste, a entidade classificou o Brasileirão e a Copa do Brasil como torneios do Grupo A: ou seja, que demandam o limite máximo de pessoal envolvido.

No Brasileiro, até 23 jogadores de cada time e os técnicos serão testados em até 72h antes das partidas, que ocorrerão sem torcida. Os exames são pagos pela CBF e feitos em convênio com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Os resultados chegarão na véspera do jogo. Árbitros também serão testados.

Uma diferença fundamental em relação ao Carioca, por exemplo, é que não será exigida a apresentação de exames na entrada do estádio para os demais profissionais. Mas a CBF instalará pontos de medição de temperatura. Quem tiver mais do que 37,5°C não passa. Uso de máscara é obrigatório.

— Quem vai estar sem máscara, como jogadores e o técnico, nós vamos testar. As outras pessoas ficarão com equipamentos de proteção e distanciamento social. É igual ao shopping. Não pedem exame para entrar. Testam a temperatura — disse ao GLOBO o presidente da comissão médica da CBF, Jorge Pagura.

Segundo a CBF, a dinâmica dos testes poderá ser modificada de acordo com a evolução da pandemia ou de novas evidências científicas.

Limite de pessoas

Nos documentos oficiais publicados até aqui, a aposta clara da CBF é o controle do número de pessoas nos estádios e, especialmente, no gramado. Todos serão credenciados com 72h de antecedência.

Como o Brasileirão faz parte do Grupo A de competições, o teto é 300 profissionais, considerando todas as atividades. No Grupo B (Série B, Supercopa e A1 do Feminino), o teto é de 237 pessoas. No Grupo C (demais competições), o efetivo máximo é de 176. Em todos eles, a delegação dos clubes (somando mandante e visitante) é de 84 pessoas.

Ao menos em tese, não será possível repetir o que aconteceu nos jogos do Flamengo no Carioca, quando membros da diretoria e outros funcionários do clube ficaram na arquibancada.

A estreia do rubro-negro é contra o Atlético-MG, domingo, no Maracanã. A reunião operacional da partida será nesta quarta-feira.

Os estádios receberão a última higienização quatro horas antes do apito inicial. Na entrada em campo, nada de cumprimentos entre os times e tampouco execuções dos Hinos Nacional e Estadual, quando a medida for aplicável. Ao mesmo tempo, todos os jogos terão um minuto de silêncio.

Nada de contato nas comemorações. Muito menos cuspir no chão, fazer higiene nasal em campo e troca de camisas. Quando tiver parada técnica, distanciamento de um metro. Quem descumprir o protocolo da CBF estará sujeito a penalidades administrativas: advertência ou até multa, independentemente do que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidir.

Fonte: undefined – iG @ https://esporte.ig.com.br/futebol/2020-08-04/no-brasileirao-cbf-nao-exigira-teste-de-covid-19-a-todos-no-estadio-igual-a-shopping.html