PCC sequestra 6 e reinicia guerra pelo controle do tráfico na fronteira com Paraguai em MS

A guerra pelo controle do tráfico de drogas e armas iniciou uma ofensiva na fronteira do  com Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande, com seis pessoas sequestradas e carros incendiados. O grupo de Edson Barbosa Salinas, um dos líderes do  (Primeiro Comando da Capital), seria o responsável pelos ataques.

Os ataques começaram na tentativa de controle do tráfico na região para tomar a fronteira. Informações apuradas pelo Jornal Midiamax são de que após a saída de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, do cenário do controle do tráfico, o grupo de Salinas está tentando expandir seus ‘negócios’ para o controle total na fronteira paraguaia.

Dois dos sequestrados seriam de família conhecida na região. Um dos pais de uma das vítimas teria recebido ligação avisando sobre a morte de seu filho logo após o sequestro dele. Carros que seriam das vítimas foram incendiados. Um dos carros estaria no nome de um advogado paraguaio, que não teve o nome revelado.

O policiamento na fronteira estaria sendo reforçado para que os crimes não ultrapassem para o lado brasileiro. Segundo a assessoria de comunicação da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) a  está na fronteira, mas ainda não se sabe se mais policiais serão enviados para manter a ordem.

Guerra do narcotráfico

Desde a prisão de Minotauro em fevereiro de 2019 e o assassinato de Jorge Rafaat em junho de 2016, organizações criminosas, entre elas o  (Primeiro Comando da Capital) tentam dominar a região no controle do narcotráfico.

Edson Salinas é apontado como responsável pelas execuções de Chico Gimenez, tio de Jarvis Pavão, e da advogada Laura Marcela Casuso. Ainda há informação de que ele era proprietário da casa onde foram presos 15 membros do primeiro escalão do PCC, comandados por Minotauro, em fevereiro de 2019.

Parte desses membros da organização criminosa que foram presos estavam entre os que fugiram do Presídio de Pedro Juan Caballero na madrugada de domingo, por isso a polícia pede atenção redobrada na prisão de Salinas, já que pode haver um plano de libertação do preso.

Execução de Rafaat

Jorge Rafaat foi executado com mais de 16 tiros na noite do dia 15 de junho de 2016, em Pedro Juan Caballero, na fronteira. Os autores do assassinato do narcotraficante usaram armas de grosso calibre para o crime, fuzis AK 47, Mag antiaérea e metralhadoras. Os suspeitos estariam em três veículos.

As armas furaram a blindagem do Jipe Hummer ocupado por Rafaat. Várias outras pessoas teriam ficado feridas, dentre elas um policial identificado como Jorge Espindola. Um dos seguranças de Rafaat morreu durante o tiroteio, que durou mais de 20 minutos e foi mostrado nas televisões do mundo todo.

 

Fonte: midiamax