Morte entre jovens por covid é realidade em MS: em três meses, número dobrou no Estado

(Foto: Henrique Arakaki)

Com a nova variante do coronavírus circulando em , o número de mortes entre pacientes mais jovens tem aumentado no estado. Se antes, os sintomas mais graves da doença eram quase exclusivos aos idosos, agora o cenário é oo. Em três meses, o número de mortes por coronavírus entre jovens dobrou em MS.

Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que há 39 mortes registradas entre pacientes de 0 a 29 anos em . Conforme boletim epidemiológico de domingo (21), o Estado registrou 32 mortes entre jovens de 20 a 29 anos, duas mortes entre pacientes de 10 a 19 anos, quatro  entre crianças de 1 a 9 anos e uma morte de um bebê.

Em apenas três meses, o número entre mortes entre jovens dobrou. Do início da pandemia até o dia 21 de dezembro, MS registrou somente 20 mortes de pacientes de até 29 anos. Agora, há 39 mortes de jovens registradas.

As mortes de pacientes jovens têm ocorrido com mais frequência e uma das explicações pode ser a nova variante do coronavírus, que teve a circulação em MS confirmada pelo Governo do Estado no início do mês. No domingo (21), por exemplo, o boletim trouxe o registro da morte de uma jovem de apenas 27 anos em Naviraí, ela não tinha nenhuma comorbidade relatada.

Apesar do avanço, jovens ainda são minoria entre os . Pacientes de até 29 anos representam 1% dos  registrados durante toda a pandemia em . Dados da SES mostram que pacientes de 30 a 39 anos representam 2,9% dos  por Covid-19, enquanto pacientes de 40 a 49 anos são 6,7% das mortes; de 50 a 59 anos representam 14,5%; de 60 a 69 anos são 24%; de 70 a 79 anos são 26,1%; pacientes acima de 80 anos representam 24,9% das mortes.

Nova variante

No início de março, o secretário  confirmou o primeiro caso da variante P.1 do coronavírus em . O caso foi identificado em um paciente de Corumbá, ele havia ficado por vários dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). “O paciente vo de Manaus – primro local onde a nova cepa foi identificada – e foi internado em Corumbá”, disse Resende.

Um estudo de epidemiologia genômica fto por cientistas brasilros revela que pacientes infectados com a nova variante P.1, de origem no Amazonas, têm uma carga viral 10 vezes maior em secreções colhidas por amostras RT-PCR do que a média vista em cepas anteriores. Além disso, essa carga está também mais alta em homens e mulheres adultos com idade inferior a 60 anos.

A infectologista Iris Bucker ressalta que a nova cepa do coronavírus tem características diferentes e ainda mais perigosas, como a maior capacidade de contaminação e pelo fato de atingir pacientes mais jovens, levando à internação. “Se a gente imaginar que vai se espalhar mais rápido, a nossa situação pode ficar ainda mais crítica”.

 

Fonte: midiamax